Michelle Bolsonaro convoca apoiadores a fiscalizarem transparência das eleições

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) lançou uma campanha para incentivar apoiadores do partido a atuar como mesários voluntários e fiscais nas eleições deste ano. A mobilização foi divulgada nesta terça-feira (9) em publicação compartilhada no Instagram com o perfil do PL Mulher, de que ela é presidente.

No vídeo, Michelle associa a participação no processo eleitoral ao fortalecimento da transparência da votação e afirma que a presença de voluntários pode ampliar a fiscalização durante o pleito.

“Eu sei que você está preocupada com a transparência das eleições. Para acabar com a dúvida, vamos agir. Sabe como? Seja mesária, voluntária ou fiscal do partido”, declarou. “Você aumenta a transparência, fiscaliza a votação e ganha vantagens previstas em lei. No fim do dia, você vai poder dizer: ‘Eu protegi o voto’. Para ser mesária, inscreva-se no TRE. Para fiscal, seja voluntária no Partido Liberal.”

A legenda da publicação diz que as mulheres representam 52% do eleitorado brasileiro, mas têm participação reduzida nas mesas receptoras de votos e nas equipes de fiscalização eleitoral. “Isso vai mudar em 2026”, afirma o PL Mulher, que chamou a mobilização de “Operação V2 – Vigiar e Votar”.

Outra postagem feita em conjunto pelo PL Mulher e por Michelle afirma que a primeira-dama resolveu incentivar a participação do público de direita na fiscalização do pleito e frisa que “homens e mulheres estão convocados”.

A iniciativa ocorre nas redes sociais do partido e em inserções em rádio e TV. Nesta semana, além do PL, PT, PDS e União Brasil exibem propaganda partidária gratuita, segundo regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Como mostrou a Coluna do Estadão, a inspeção do código-fonte das urnas eletrônicas está aberta a partidos e órgãos públicos desde outubro de 2025. Em oito meses, apenas o União Brasil enviou representantes para fiscalizar o equipamento. É possível fazê-lo até poucos dias antes da eleição, quando o sistema é lacrado.

O TSE passou a adotar a medida em 2021, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que fez diversos ataques sem provas contra o sistema de votação.



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