- junho 20, 2026
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O vice-presidente dos EUA, JD Vance, afirmou neste sábado (20) que esperava viajar em breve para a Suíça para conversações com o Irã, mesmo com a Guarda Revolucionária Islâmica de Teerã tendo declarado o Estreito de Ormuz fechado, alegando violações do acordo de trégua por parte dos EUA e de Israel.
A medida tomada pela Guarda, de linha dura, pareceu elevar as tensões antes das negociações, já que ambos os lados buscam avançar no acordo provisório assinado na quarta-feira pelo presidente dos EUA, Donald Trump, e pelo presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, para pôr fim à guerra que já dura quase quatro meses.
O Irã alertou os navios para que não se aproximassem da via navegável, um canal vital para o abastecimento global de petróleo e gás, citando o que chamou de ‘crimes’ israelenses no Líbano e uma violação dos compromissos dos EUA de estabelecer um cessar-fogo. A Guarda afirmou que a segurança das embarcações estaria em risco caso se aproximassem do estreito.
Preparações para as negociações
Um pouco antes, a Fox News transmitiu uma entrevista com Vance na qual ele disse estar confiante de que o cessar-fogo acordado no pacto de 14 pontos entre Washington e Teerã se manteria, e que não havia visto nenhuma evidência de que o estreito estivesse fechado.
“Espero partir nos próximos dois dias, mas, como você sabe, é sempre uma dança delicada de coordenação e protocolos diplomáticos”, disse Vance.
Ele acrescentou que os negociadores norte-americanos Jared Kushner e Steve Witkoff estavam na Suíça “há algumas horas, lidando com alguns dos aspectos técnicos dessa negociação”.
“Pelo que entendi, conversando com Jared e Steve esta manhã, as coisas estão indo bem”, acrescentou ele.
Programa nuclear
O Ministério das Relações Exteriores do Irã informou que seus negociadores partiriam para a Suíça ainda neste sábado.
Uma das condições para o início das negociações de 60 dias entre os EUA e o Irã sobre o programa nuclear de Teerã e outras questões é a suspensão dos combates no Líbano.
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No entanto, a Defesa Civil libanesa informou que 16 pessoas foram mortas por ataques israelenses no Líbano no sábado, poucas horas após a trégua ter entrado em vigor no país. Israel afirmou que estava respondendo a ataques do Hezbollah, enquanto o grupo apoiado pelo Irã declarou que não permitiria a Israel ‘liberdade de movimento’ no Líbano.
Israel, que ficou de fora das negociações, afirma não ser parte do acordo entre o Irã e os EUA e que manterá suas forças no território libanês que ocupa.
Ataques continuam
A agência de notícias estatal do Líbano, NNA, informou que aviões de guerra e drones israelenses atacaram locais no sul do Líbano e no Vale do Bekaa no sábado, ambos redutos do Hezbollah.
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O serviço de defesa civil informou que 16 pessoas morreram nos ataques.
Um oficial militar israelense disse que o Hezbollah disparou mais de 50 projéteis contra as forças israelenses no sul do Líbano durante a madrugada, e que Israel atacou o que descreveu como alvos do Hezbollah em resposta. Um comunicado militar afirmou que Israel está comprometido com o cessar-fogo e continuará a agir contra qualquer ameaça a Israel ou às suas forças.

