- junho 23, 2026
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A Polícia Federal informou que não pediu mandados de busca e apreensão em endereços do bispo Edir Macedo, controlador do Banco Digimais, porque ele mora no exterior. Em relatório, os investigadores afirmaram que o religioso aparece como um dos responsáveis por “decisões estratégicas” tomadas pelo banco suspeito de fraudes contra o Sistema Financeiro Nacional.
“Como controlador da instituição financeira, EDIR MACEDO BEZERRA também figura entre os responsáveis pelas decisões estratégicas, porém como já informado é residente no exterior, o que inviabiliza o cumprimento da medida neste momento”, diz o relatório.
Na mesma representação, a PF também pediu o sequestro e bloqueios de bens e valores de Edir Macedo no valor de até R$ 670 milhões e a quebra dos sigilos bancário e fiscal dele no período entre abril de 2021 e o mesmo mês de 2026.
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Em nota, o Banco Digimais afirmou que está à disposição das autoridades para dar explicações e colaborar com a Justiça.
“Em relação à operação da Polícia Federal desta manhã, o Banco Digimais informa que permanece à disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos e colaborar com as apurações em curso. A instituição reafirma seu compromisso com a transparência, a conformidade regulatória e a plena colaboração com as autoridades competentes”, afirmou o banco, no texto.
Nesta terça-feira, os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão na residência de dirigentes da instituição, empresas e fundos de investimento ligados ao grupo.

