- julho 28, 2026
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As ações das operadoras de telefonia TIM (TIMS3) e Telefônica Brasil (VIVT3), dona da Vivo, operam em baixa na sessão desta terça-feira (28), após divulgarem resultados do segundo trimestre na véspera. Às 10h45 (horário de Brasília), os papéis da TIM caíam 5,12%, cotados a R$ 20,40, enquanto VIVT3 recuava 4,45%, a R$ 34,38.
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Em relatório assinado pelos analistas Daniel Federle e Flávia Meireles, o Bradesco BBI classificou o desempenho da Vivo como misto, dado que a companhia entregou aceleração no crescimento da receita de serviços e manteve uma performance bastante resiliente em serviços móveis, inclusive com a melhor dinâmica entre as três grandes operadoras.
Por outro lado, o BBI destaca que o lucro líquido de R$ 1,6 bilhão, ficou 11,6% abaixo da da sua projeção, refletindo o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) menor e despesas de depreciação e amortização mais elevadas.
Apesar do crescimento resiliente da receita móvel e da melhora em FTTH, o ambiente competitivo segue intenso, limitando uma visão mais otimista para a trajetória de crescimento. Com isso, o BBI manteve recomendação neutra, com preço-alvo de R$ 39,00.
O Goldman Sachs, por sua vez, destaca que o mix de receitas veio mais fraco do que o esperado, principalmente devido às vendas de aparelhos acima das estimativas. Além disso, a receita de serviços móveis (MSR) cresceu 6,6%, no mesmo ritmo do trimestre anterior, mas abaixo da expectativa do Goldman, de 6,9%. Esse desempenho pressionou o custo dos produtos vendidos (CPV), embora tenha sido parcialmente compensado pelo controle das despesas com pessoal, que recuaram 0,5 ponto percentual na comparação anual.
O Goldman Sachs reitera classificação de venda e preço-alvo de R$ 36,50.
O JPMorgan avaliou que a Telefônica apresentou um bom desempenho no segundo trimestre de 2026, com a receita de serviços móveis mantendo o mesmo ritmo de crescimento observado no primeiro trimestre. Segundo o banco, esse resultado contrasta com a desaceleração registrada por concorrentes como TIM e Claro, o que levou a receita da companhia a superar levemente suas estimativas.
Por outro lado, o JPMorgan destacou que a rentabilidade, desconsiderando ganhos com venda de ativos, ficou abaixo do esperado. Como consequência, o Ebitda veio em linha com as projeções do banco, enquanto o lucro líquido ficou abaixo das estimativas, pressionado por despesas maiores com depreciação e amortização, além de despesas financeiras mais elevadas.
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O JPMorgan manteve recomendação de venda e preço-alvo de R$ 33.
Na avaliação do Itaú BBA, a Vivo continua a apresentar um sólido crescimento da receita de vendas de títulos (MSR) e a avançar na sua estratégia de convergência, reforçando a sua forte execução num contexto macroeconômico e competitivo mais desafiador.
O BBA reiterou recomendação neutra e preço-alvo de R$ 38.
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Já a Monta Bravo classifica os números divulgados como mistos, uma vez que o bom desempenho na parte de receitas foi contrabalanceado pelas margens um pouco piores do que o esperado e uma geração de caixa impactada pela margens um pouco abaixo e pelos investimentos maiores do que previsto.
Apesar de considerar a Vivo com uma excelente companhia, a Monte Bravo disse ter dificuldades de enxergar algum upside nos preços que a companhia negocia atualmente. Com isso, manteve recomendação neutra e preço-alvo de R$ 31.
O Bradesco BBI vê os resultados como negativos, devido à desaceleração relevante da receita móvel gerada por clientes. “Embora o EBITDA tenha vindo amplamente em linha e as métricas de rentabilidade e geração de caixa ainda permaneçam saudáveis, o resultado reforça nossa visão de que o aumento da competição no mercado móvel está pressionando a performance operacional da TIM”, comenta o banco.
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Além disso, o BBI destaca que as despesas com inadimplência seguiram em trajetória de alta, crescendo 38,1% em base anual, com pressão adicional de um cliente específico no segmento B2B/Wholesale. A receita de fibra também desacelerou, com crescimento de 9,5%, ante 11,4% no 1T26.
O BBI reiterou recomendação neutra para TIMS3, com preço-alvo de R$ 26,00.
O Goldman Sachs pontua que a receita e margem Ebitda ajustada vieram em linha com suas estimativas. O banco destacou que o desempenho mais forte das receitas de serviços fixos compensou receitas mais fracas com vendas de aparelhos.
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O lucro líquido também praticamente coincidiu com a projeção do Goldman, ficando apenas 0,5% abaixo da estimativa. Segundo o banco, um resultado financeiro 16% pior do que o esperado foi compensado por uma alíquota efetiva de imposto menor, embora ressalte que a base de comparação para as despesas financeiras era desafiadora.
O Goldman Sachs manteve recomendação neutra e preço-alvo de R$ 26.
A equipe do JPMorgan avaliou que a TIM apresentou um trimestre misto. O Ebitda ajustado superou em 3% a estimativa do banco e veio em linha com o consenso compilado pela própria companhia, mas esse desempenho foi parcialmente ofuscado por um crescimento mais fraco da receita de serviços móveis.
Segundo o banco, a receita de serviços móveis (MSR) desacelerou para 4,6% na comparação anual, abaixo da projeção do JPMorgan (5,1%) e do consenso de mercado (4,9%). O resultado representa o ritmo de crescimento mais lento desde 2021.
O JPMorgan manteve recomendação neutra para ações da TIM.
O Itaú BBA avalia que o resultado da TIM (TIMS3), praticamente em linha com as expectativas, ajuda a reduzir o risco de revisões negativas nas estimativas de consenso para o fim de 2026, após o desempenho abaixo do esperado no primeiro trimestre. Para o banco, o baixo posicionamento dos investidores também pode dar suporte às ações no curto prazo, apesar dos desafios macroeconômicos esperados para o segundo semestre.
Na visão do Itaú BBA, os investidores devem acompanhar três pontos principais: a execução da migração de clientes do pré-pago para o pós-pago e a estratégia de precificação, especialmente diante do cenário de maior inadimplência; a sustentabilidade da recuperação das margens; e os desdobramentos da estratégia de convergência, sobretudo após o lançamento do UltraCombo e seus possíveis impactos sobre a alocação de capital.
O banco manteve recomendação neutra para a TIM e destacou que as ações negociam com dividend yield próximo de 10%. O preço-alvo é de R$ 30.

