- agosto 10, 2026
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Os candidatos ao governo do Rio de Janeiro aproveitaram o primeiro debate televisivo, promovido na noite deste domingo (9) pelo grupo Band, para criticar as condições do funcionalismo público no estado.
No segundo bloco do encontro, que foi marcado por perguntas de jornalistas, Douglas Ruas (PL), Anthony Garotinho (Republicanos) e William Siri (Psol) criticaram a desvalorização da carreira dos professores do estado.
Ao ser questionado sobre o tema, Ruas, que preside a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), defendeu a recomposição salarial para os servidores do estado. “Servidor público não pode ficar de pires na mão”, disse.
Em seguida, ele criticou o desempenho da rede estadual de educação, dizendo que, caso seja eleito, terá como referência o modelo de escolas cívico-militares.
Segundo o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), divulgado na semana passada pelo Ministério da Educação, a rede estadual de ensino médio do Rio foi apontada como a segunda pior do país. A aprendizagem na rede caiu pela terceira vez seguida, atingindo o menor patamar em 16 anos.
Apesar da proposta de Ruas, Siri criticou a abordagem cívico-militar para a educação. “Quero conectar educação com mercado de trabalho”, defendeu o candidato do Psol.
No embate direto, o psolista aproveitou para criticar a atuação do presidente da Alerj durante a gestão Cláudio Castro (PL), citando baixos reajustes aos funcionários das forças policiais.
O debate reuniu quatro dos nove candidatos ao Palácio Guanabara. A principal ausência foi a de Eduardo Paes (PSD), que lidera todas as principais pesquisas de intenção de voto.
