- agosto 18, 2026
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O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) afirmou, na segunda-feira (17), que o Brasil precisar mudar o formato de governo para o parlamentarista e que o “nível” do perfil de um primeiro-ministro deveria ser semelhante ao do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
“Não dá mais para termos um país presidencialista, em que o presidente é superpresidente. Ele interfere em todas as áreas e tem milhares de problemas para ser resolvidos no dia-a-dia. Todos os países que se desenvolveram ou foram semipresidencialistas, com um chefe de Estado e um primeiro-ministro, ou parlamentaristas de fato”, afirmou em entrevista ao Portal Metrópoles.
Ao comentar sobre o perfil que o primeiro-ministro deveria seguir, Cury citou Tarcísio. Na sequência, o candidato afirmou que o presidente neste modelo deveria focar no estratégico, nas forças armadas e políticas externas. “Assim, certamente o Brasil será um país muito mais moderno”, afirmou.
O postulante do Avante justificou que entregar o comando do país ao Congresso transferiria integralmente a responsabilidade sobre o orçamento, que hoje em grande parte já é definido pelos congressistas por meio de emendas parlamentares.
“O primeiro-ministro cuidaria da gestão, até para administrar o orçamento que é cooptado pelo Congresso e com indicadores de eficiência. E se o primeiro-ministro for impopular, corrupto ou ineficiente, ele é destituído, sem traumas para a nação, como ocorreu quando os presidentes sofreram impeachment”, concluiu.
Segundo a última pesquisa CNT/MDA, divulgada em 11 de agosto, Augusto Cury aparece com 1,2% das intenções de voto na disputa pelo 1º turno.

