- agosto 23, 2026
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O chefe do Exército do Paquistão, Asim Munir, visitará Teerã na segunda-feira para dar continuidade aos esforços para trazer paz e segurança à região, afirmou neste domingo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, de acordo com um comunicado do ministério.
O Paquistão assumiu o papel de mediador nas negociações entre o Irã e os Estados Unidos com o objetivo de pôr fim à guerra que teve início com os ataques dos EUA e de Israel ao Irã em fevereiro.
Duas fontes do governo paquistanês confirmaram a visita de Munir à Reuters. A primeira fonte afirmou que o Irã e o Paquistão estavam em contato direto.
Uma segunda fonte disse que as conversas também abordariam os recentes desdobramentos do conflito, incluindo a ameaça do presidente dos EUA, Donald Trump, de impor sanções mais severas ao Irã.
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“Ele (Munir) discutirá a paz no âmbito do Memorando de Entendimento de Islamabad, a advertência de Trump e a situação após o Acordo Paquistão-Turquia-Arábia Saudita, além das questões relacionadas aos houthis, com os líderes iranianos”, disse a fonte.
A visita ocorre em meio a tensões crescentes, já que o Irã ameaça uma resposta militar aos planos de sanções dos EUA, que poderiam sobrecarregar ainda mais a economia já debilitada da República Islâmica.
A visita coincidirá com um anúncio na segunda-feira sobre detalhes relacionados às sanções planejadas, que, segundo autoridades americanas, seriam “as sanções mais duras da história” contra o Irã.
Trump havia alertado sobre consequências econômicas contra qualquer país que fornecesse “qualquer tipo de ajuda vital ao Irã”, em sua tentativa de isolar a República Islâmica.
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Os embarques de petróleo estão praticamente paralisados no Estreito de Ormuz, com Teerã ameaçando atacar qualquer petroleiro não autorizado que tente transitar pela importante via navegável, e a economia do Irã já está sob imensa pressão devido às sanções.
(Reportagem de Menna Alaa El-Din no Cairo e Mubasher Bukhari em Islamabad)

