Benjamin Steinbruch deixa presidência da CSN. Fabio Schvartsman, ex-Vale, assume

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) informou na noite desta quarta-feira que Benjamin Steinbruch deixará o cargo de presidente da siderúrgica e passará a assumir a presidência no Conselho de Administração da companhia, cargo que havia deixado em abril. Fabio Schvartsman, que já foi presidente da Vale e da Klabin, assumirá o cargo, informou a companhia em fato relevante.

Benjamin Steinbruch liderou, em 1993, o consórcio que participou da privatização da CSN. Após a privatização, ele assumiu o comando da companhia. Sob comando de Steinbruch, o grupo ampliou sua atuação para além da produção de aço e passou a operar também nos segmentos de mineração, cimento, logística e energia.

A troca no mais alto cargo da empresa ocorre em um momento de reorganização. A companhia vem conduzindo um programa de venda de ativos com o objetivo de reduzir seu endividamento. No segundo trimestre deste ano, a empresa reportou uma dívida líquida de R$ 42,13 bilhões.

Em janeiro, a CSN anunciou um plano de desinvestimentos que inclui a venda de sua unidade de cimento e, em junho, de uma participação relevante em ativos de infraestrutura, como terminais portuários, a participação na empresa de transporte ferroviário MRS e na empresa de logística Tora.

Listada na Bolsa, a CSN registra desvalorização de 33,6% em 2026, e está avaliada em R$ 7,9 bilhões.

Steinbruch também liderava a CSN quando, em 1997, participou do consórcio que adquiriu o controle da então Companhia Vale do Rio Doce, por US$ 3,3 bilhões. A CSN posteriormente deixou a estrutura de controle da mineradora quatro anos depois, em 2001.

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Fabio Schvartsman, que assumirá o comando da companhia a partir desta quinta-feira, já passou por empresas de diversos setores. Ele comandou a Vale entre 2017 e 2019, até a tragédia do rompimento da barragem em Brumadinho. O acidente deixou 270 mortos.

Ele também comandou a Klabin, de produção de papéis e celulose, por seis anos, entre 2011 e 2017. Além disso, o executivo tem passagens pela Duratex, de indústria madeireira, e pelo Grupo Ultra, de energia. 



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