taxas sobem até 15 pontos-base com crise no STF e cenário eleitoral

As taxas do Tesouro Direto abrem em alta nesta segunda-feira (14), com os prefixados liderando o movimento, num pregão marcado pela reviravolta no cenário eleitoral e pela proximidade das decisões de juros do Federal Reserve e do Banco Central, ambas na quarta-feira.

O Tesouro Prefixado 2032 e o Prefixado com Juros Semestrais 2037 empataram como maiores altas do dia, ambos com 15 pontos-base. O primeiro subiu de 14,18% no fechamento de sexta-feira para 14,33% nesta manhã, e o segundo foi de 14,23% para 14,38%. O Prefixado 2029 avançou de 13,85% para 13,97%.

Nos títulos de inflação, o IPCA+ 2040 liderou a alta do grupo, subindo de 7,25% para 7,34%, avanço de 9 pontos-base. O IPCA+ com Juros Semestrais 2060 avançou de 7,22% para 7,30%, e o IPCA+ 2032 teve variação mais contida, de 7,59% para 7,62%.

O levantamento BTG/Nexus divulgado nesta segunda mostrou Lula ampliando a vantagem sobre Flávio Bolsonaro no primeiro turno e passando a ter vantagem numérica de um ponto percentual no segundo, embora o cenário ainda seja de empate técnico entre os dois. O resultado inverte o quadro da pesquisa anterior, quando Flávio aparecia numericamente à frente. Nova rodada da Quaest também tem divulgação prevista para hoje.

Olívia Flôres de Brás, CEO da Magno Investimentos, resume o efeito da eleição sobre os preços dos ativos. “Há, porém, um terceiro ativo sendo negociado diariamente na B3 sem ticker: a eleição”, diz. Segundo ela, a pesquisa anterior, que colocava Flávio à frente, havia contribuído para a valorização dos ativos brasileiros, e a inversão desta segunda ilustra a sensibilidade do mercado ao tema.

O cenário político se soma à crise no Supremo Tribunal Federal. No fim de semana, o presidente da Corte, Edson Fachin, chamou para si a relatoria da petição sobre as mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, caso que vai a julgamento no plenário nesta terça-feira. Fachin também marcou para o dia 23 o julgamento sobre a conduta do ministro André Mendonça como relator do caso do Banco Master, enquanto o ministro Flávio Dino retirou o sigilo das investigações sobre possível desvio de emendas parlamentares para o filme “Dark Horse”, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.

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No câmbio, o dólar à vista subia 0,70% nesta manhã, influenciado pelo avanço da moeda americana no exterior e pela digestão do cenário político doméstico. Às 9h08, o Ibovespa futuro caía mais de 1%, em linha com o desempenho negativo dos mercados internacionais, pressionado por preocupações com o desenvolvimento de inteligência artificial e pela alta do petróleo.

No Boletim Focus divulgado nesta manhã, a mediana para o IPCA de 2026 recuou de 5,00% para 4,90%, mas a projeção de crescimento do PIB também caiu. As projeções para a Selic permaneceram em 13,75% para 2026, 12% para 2027 e 10,50% para 2028.

Veja as taxas do Tesouro Direto às 9h26 desta segunda-feira (14):

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Título Rendimento Anual Vencimento
Tesouro Reserva 2036 SELIC 01/01/2036
Tesouro Selic 2031 SELIC + 0,0733% 01/03/2031
Tesouro Prefixado 2029 13,97% 01/01/2029
Tesouro Prefixado 2032 14,33% 01/01/2032
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037 14,38% 01/01/2037
Tesouro IPCA+ 2032 IPCA + 7,62% 15/08/2032
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037 IPCA + 7,50% 15/05/2037
Tesouro IPCA+ 2040 IPCA + 7,34% 15/08/2040
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045 IPCA + 7,39% 15/05/2045
Tesouro IPCA+ 2050 IPCA + 7,30% 15/08/2050



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