- outubro 20, 2026
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- Category: Notícias
A prefeitura de São Paulo investiga uma falha no Smart Sampa, que permitiu por quase um ano o acesso de pessoas não autorizadas a mais de 58 mil câmeras ligadas à plataforma e espalhadas por diversos pontos da capital. A informação foi apurada pelo UOL e divulgada nesta terça-feira (20).
De acordo com a publicação, as informações sigilosas do sistema ficaram expostas na internet por cerca de 11 meses. As câmeras acessáveis mostravam crianças em escolas, pacientes em hospitais públicos e até mesmo agentes da Guarda Civil em suas bases de operação.
O conteúdo era acessado com base em dados do SmartSampa, que deveriam ser sigilosos e restritos aos funcionários envolvidos na operação.
Os dados estavam disponíveis em um repositório público na internet e incluíam 181 logins e senhas de usuários autorizados a acessar o sistema, além de dados de mais de 6.000 agentes de segurança. Após a reportagem, os dados sensíveis foram removidos.
Procurada pelo veículo, a gestão Ricardo Nunes (MDB) declarou que houve um “vazamento ilegal de dados por parte de um servidor”, que foi identificado e afastado de suas funções até o final das investigações, que estão sendo conduzidas pela Corregedoria da Guarda Civil Metropolitana.
Em nota, a prefeitura destaca que não há “nenhuma fragilidade nos mecanismos de segurança da plataforma do Programa Smart Sampa”.
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A gestão municipal também afirmou que reforçou os mecanismos de segurança do programa, com senhas exclusivas e autentificarão em dois fatores após o vazamento. Além disso, o contrato com o SmartSampa já prevê auditorias periódicas, testes de segurança e correções de vulnerabilidades encontradas.
O que é o SmartSampa
Considerado a vitrine eleitoral da gestão Nunes, o SmartSampa foi lançado em 2024 como um dos principais pilares do plano de segurança pública na cidade de São Paulo.
Além das câmeras espalhadas pela cidade, uma central de monitoramento 24 horas analisa as câmeras públicas e privadas integradas ao sistema.
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O custo mensal da operação é estimado em R$ 10 milhões de reais. Além de agentes capacitados, o programa utiliza inteligência artificial para comparar as imagens captadas pelas câmeras com bases de dados oficiais de procurados pela Justiça. Ela também é capaz de identificar placas de veículos e relacionar com dados da polícia sobre carros roubados e placas clonadas.
Segundo o último relatório de transparência do SmartSampa, que compila dados entre 23 de novembro de 2025 e 23 de maio deste ano, 781 pessoas foram presas após confirmação de identidade e existência de mandado de prisão ativo.
No período analisado, o sistema também possibilitou a localização de 94 pessoas desaparecidas. Além disso, foram apreendidos 1.716 veículos em ações de fiscalização e recuperação de carros.
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