- julho 20, 2026
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A nova escalada da guerra entre Estados Unidos e Irã, que voltou a afetar o preço internacional do petróleo, tem colocado mais pressão sobre a situação econômica da nação do Oriente Médio.
A cotação internacional da moeda iraniana bateu outro recorde negativo nesta segunda-feira: o jornal Financial Times destaca que O rial atingiu 1,95 milhão por dólar no mercado aberto no domingo, caindo quase 10% desde que um frágil cessar-fogo entre os EUA e o Irã começou a ser rompido no início de julho.
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Outras moedas estrangeiras também subiram nessa cotação paralela, que é a mais usada dentro do país. A libra esterlina alcançou 2.576.500 riais, enquanto o euro ultrapassou 2.190.000 riais.
Isso vai ajudando a corroer o poder de compra da população local. Pela taxa da última sexta-feira, o salário mínimo mensal oficial do Irã, de 166.255.500 riais, valia cerca de US$ 87.
Conforme lembrou o FMI em relatório recente, a queda do rial eleva o custo de bens importados, matérias-primas e medicamentos, ao mesmo tempo em que alimenta altas de preços mais amplos em uma economia que já está afetada por sanções econômicas, danos de guerra e anos de má gestão econômica.
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PIB, desemprego e conta corrente
O Fundo Monetário Internacional espera que a economia contraia 6,1% em 2026, após uma queda estimada de 1,5% no ano passado. Enquanto isso, a inflação média está projetada para chegar a 68,9% neste ano – isso depois de ficar acima dos 50% no ano passado.
Também é esperado que o desemprego suba de 8% para 9,2% — mas esse é o dado oficial, que não considera uma parcela significativa da população que deixa de procurar trabalho pela escassez de vagas. O que impera é o emprego informal e o subemprego, com salários muito baixos.
Segundo o site Iran International, a posição externa do Irã também está enfraquecendo. A conta corrente – a medida ampla do dinheiro que entra e sai do país por meio do comércio e outras transações – deve passar de um superávit de 0,6% do PIB para um déficit de 1,8%.

