- agosto 6, 2026
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A primeira-dama Janja da Silva pediu que o Judiciário bloqueie a plataforma Discord no Brasil. A solicitação ocorreu durante a sanção do projeto de lei 3066/2025, que endurece as leis para combater e punir a violência sexual contra crianças e adolescentes, incluindo no ambiente digital.
“Não posso aceitar uma menina de 13 anos se mutilando ao vivo na internet no Discord e morrer. Não consigo admitir um país desse. Isso não é um caso isolado. A gente precisa atuar junto ao Judiciário para tirar essa coisa horrorosa do ar”, disse durante o evento no Palácio do Planalto.
O Discord permite a comunicação via chat, vídeo ou chamada de voz. Além disso, a plataforma norte-americana permite a criação de grupos e comunidades. A rede ganhou notoriedade após uma reportagem do “Fantástico”, da TV Globo, denunciar uma rede de abusos e intimidação cometidos contra meninas menores de idade em diversas comunidades da plataforma.
Também durante o evento, o advogado-geral da União, Jorge Messias, afirmou que vai propor uma ação civil pública contra o Discord, pedindo a imediata responsabilização e retirada da plataforma do Brasil por não ter “compromisso com a legislação brasileira”.
Na terça-feira (4), o governo Lula acusou a plataforma de descumprir regras estabelecidas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. A empresa foi notificada pelo Ministério da Justiça no âmbito das operações “Lívia” e “Rede Interrompida”, que investigam crimes praticados na internet.
A pasta havia solicitado a suspensão das contas de cinco adolescentes e um adulto investigados no âmbito da primeira operação, além da remoção dos grupos utilizados para as transmissões ao vivo que incentivavam a violência contra meninas.

