- agosto 6, 2026
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A PetroReconcavo (RECV3) reportou lucro líquido de R$ 202,7 milhões no segundo trimestre de 2026, resultado 14,9% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado. Apesar da queda na comparação anual, a companhia mostrou recuperação operacional ao longo do trimestre, impulsionada pela alta do petróleo Brent e pela melhora das condições comerciais para venda da produção no Rio Grande do Norte.
A receita líquida alcançou R$ 807,9 milhões entre abril e junho, praticamente estável na comparação anual, com leve alta de 0,2%. Já o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizações) somou R$ 396,1 milhões, avanço de 6% em relação ao segundo trimestre de 2025. A margem EBITDA atingiu 49%, expansão de 2,7 pontos percentuais frente aos 46,4% registrados um ano antes.
Segundo a companhia, os resultados refletem a captura de melhores preços de realização do petróleo, especialmente após os aditivos firmados com a Brava Energia para comercialização da produção do Ativo Potiguar, que reduziram os descontos aplicados ao petróleo vendido pela empresa.
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A PetroReconcavo foi beneficiada pela forte valorização do petróleo no período. O Brent médio ficou em US$ 103,85 por barril no segundo trimestre, alta de 53% em relação ao mesmo período do ano passado.
Com isso, o preço médio de realização do petróleo da companhia alcançou US$ 93,57 por barril, crescimento de 60% na comparação anual. A receita líquida com petróleo somou R$ 504,6 milhões no trimestre, avanço de 1% sobre o 2T25.
A receita líquida com gás natural e derivados atingiu R$ 279,2 milhões, queda de 9% na comparação anual, impactada por menores volumes vendidos, em parte devido à parada programada da unidade de processamento de gás de Guamaré (RN).
Produção recua, mas rentabilidade melhora
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A produção média da PetroReconcavo ficou em 24,1 mil barris de óleo equivalente por dia (boe/dia), queda de 12% em relação ao segundo trimestre de 2025. A redução foi observada tanto no Ativo Bahia quanto no Ativo Potiguar.
Mesmo com menor produção, a companhia conseguiu melhorar a rentabilidade graças à combinação de preços mais elevados do petróleo e à redução dos descontos comerciais. O lucro operacional atingiu R$ 223,1 milhões no trimestre, crescimento de 25% na base anual.
Outro destaque foi a geração de caixa. O fluxo de caixa livre permaneceu positivo em R$ 74 milhões no período, mesmo após desembolsos relacionados a hedge, pagamento de juros e distribuição de proventos.
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A empresa encerrou junho com dívida líquida de R$ 1,36 bilhão, equivalente a 1,01 vez o EBITDA dos últimos 12 meses, ante 1,10 vez ao final de 2025.
R$ 100 milhões em JCP
Junto da divulgação dos resultados, a companhia anunciou uma nova distribuição de R$ 100 milhões em juros sobre capital próprio (JCP), equivalente a R$ 0,340736 por ação.
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Terão direito aos proventos os investidores com posição acionária em 17 de agosto de 2026. As ações passarão a ser negociadas ex-proventos em 18 de agosto, enquanto o pagamento ocorrerá em 27 de agosto.
A nova distribuição soma-se aos R$ 100 milhões em JCP pagos em maio deste ano e aos R$ 300 milhões em dividendos aprovados em dezembro de 2025, dos quais R$ 100 milhões serão pagos em dezembro de 2026.


