B3 (B3SA3) tem lucro líquido recorrente de R$1,4 bi no 2º tri, alta anual de 8%

A B3 teve lucro líquido recorrente de R$1,4 bilhão no segundo trimestre, avanço de 8% na comparação com o mesmo intervalo de 2025, segundo balanço divulgado nesta terça-feira.

O montante veio praticamente em linha com as estimativas compiladas pela LSEG, que apontavam para lucro líquido de R$1,46 bilhão.

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A receita líquida somou R$2,8 bilhões, alta de 8,8% na comparação anual, ante estimativa de R$2,7 bilhões de consenso da LSEG. As receitas pró-cíclicas, compostas por derivativos e renda variável, subiram 7,9% e as receitas recorrentes tiveram alta de 17,3%.

As despesas somaram R$975,6 milhões, aumento de 15,5% na base anual.

A companhia apurou lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) recorrente de R$1,9 bilhão.

Primeiro IPO em 5 anos

Em renda variável, o volume médio diário negociado (ADTV) atingiu R$ 31,3 bilhões, crescimento de 20% em relação ao mesmo período do ano passado. Entre os destaques, os BDRs registraram expansão de 42% nos volumes, enquanto os fundos listados avançaram 74%, refletindo maior interesse dos investidores por esses produtos.

O trimestre também marcou a retomada mais relevante do mercado de capitais brasileiro nos últimos anos. As ofertas públicas somaram R$ 11,6 bilhões, incluindo um IPO de R$ 3 bilhões, o primeiro realizado em cinco anos, além de R$ 8,6 bilhões captados por meio de follow-ons.

Na área de derivativos, a receita permaneceu praticamente estável mesmo diante de um cenário mais desafiador para os volumes negociados. Segundo a companhia, o resultado foi sustentado pela recuperação observada em junho, que se tornou o segundo melhor mês em volume dos últimos 12 meses, além da eficiência do modelo de tarifação.

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As receitas recorrentes seguiram ganhando relevância no resultado da B3, com destaque para o crescimento de 22% em Soluções Analíticas de Dados (Trillia), de 17% em Renda Fixa e Crédito, de 26% em Soluções para Mercado de Capitais e de 16% em Tecnologia e Plataformas. O desempenho reforça a estratégia da companhia de ampliar sua atuação para além das receitas diretamente ligadas à atividade de negociação.

(com Reuters)



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