- setembro 30, 2026
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A última pesquisa Datafolha antes do primeiro turno será divulgada nesta quinta-feira (1º) em um momento de forte ofensiva do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com medidas de apelo econômico e social.
Além de atualizar a corrida presidencial, o levantamento vai medir a opinião dos eleitores sobre três temas que entraram no centro da campanha nas últimas semanas: a proibição das bets, o reajuste de 15% do Bolsa Família e a possibilidade de distribuição gratuita de medicamentos contra a obesidade pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A rodada foi realizada entre 28 de setembro e 1º de outubro, período posterior à decisão do governo de proibir a exploração e a publicidade das apostas de quota fixa no país. Lula assinou a medida provisória em 25 de setembro, junto com um novo pacote de renegociação de dívidas.
A pesquisa também alcança o início dos efeitos do reajuste do Bolsa Família. O governo elevou em 15,04% os valores do programa, levando o benefício mínimo de R$ 600 para R$ 691. O decreto entrou em vigor em setembro, mas produz efeitos financeiros a partir de outubro. Segundo o governo, a correção repõe a inflação acumulada desde março de 2023.
Outra questão testada pelo Datafolha será o apoio à oferta gratuita de canetas emagrecedoras pelo SUS. O Ministério da Saúde estuda a incorporação desses medicamentos para o tratamento da obesidade e afirma que eventual distribuição dependerá de protocolos clínicos e da avaliação técnica do sistema público.
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Ofensiva na reta final
A nova rodada será uma das primeiras pesquisas nacionais de grande porte realizadas integralmente após o anúncio da proibição das bets e em meio à divulgação de outras medidas voltadas à renda e ao orçamento das famílias.
Além do reajuste do Bolsa Família, o governo lançou a terceira etapa do Desenrola, com previsão de renegociação de até R$ 150 bilhões em dívidas. Somadas a outras iniciativas anunciadas ao longo do ano, as medidas passaram a ocupar espaço crescente na estratégia do governo na reta final da campanha.
O Datafolha poderá indicar como os eleitores avaliam algumas dessas políticas, mas não permitirá estabelecer, isoladamente, se uma eventual oscilação na intenção de voto foi provocada por algum desses anúncios.
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A última rodada do instituto, divulgada em 24 de setembro, mostrava Lula com 40% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro (PL) com 36%. No segundo turno, o presidente tinha 47%, contra 45% do senador, em cenário de empate técnico.
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Intenção de voto, rejeição e segunda escolha
No primeiro turno, o Datafolha apresentará aos entrevistados os nomes dos 13 candidatos à Presidência: Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Augusto Cury (Avante), Flávio Bolsonaro (PL), Hertz Dias (PSTU), Leonardo Avalanche (PRTB), Lula (PT), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Rui Costa Pimenta (PCO), Samara Martins (UP) e Veterinário Wilson Grassi (Democrata).
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Além da primeira escolha, o instituto perguntará qual seria a segunda opção de voto caso o eleitor não pudesse escolher seu candidato preferido.
A pesquisa também vai medir a rejeição, perguntando em qual dos candidatos o entrevistado não votaria de jeito nenhum. O indicador ganhou importância na reta final porque Lula e Flávio vêm registrando níveis elevados de resistência em diferentes levantamentos.
Cinco cenários de segundo turno
O Datafolha testará cinco confrontos para uma eventual segunda etapa da eleição. Lula será colocado frente a frente com Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Renan Santos e Augusto Cury.
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O confronto entre Lula e Flávio é o principal foco porque os levantamentos mais recentes vêm mostrando diferenças pequenas entre os dois. AtlasIntel, Meio/Ideia, Quaest e o próprio Datafolha registraram empate técnico em simulações de segundo turno nas últimas semanas.
Além da corrida eleitoral, a pesquisa perguntará aos entrevistados como avaliam o governo Lula e qual o grau de interesse em política.
Também serão feitas perguntas de identificação política: se o eleitor se considera petista ou bolsonarista, se se posiciona mais à direita ou à esquerda e se prefere um regime democrático ou uma ditadura.
Esses dados permitirão observar não apenas a intenção de voto, mas também como a polarização política está distribuída entre os eleitores na última pesquisa do instituto antes da votação.
O Datafolha entrevistará 2.506 pessoas entre 28 de setembro e 1º de outubro. O levantamento foi contratado pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo por R$ 384.552 e está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-08039/2026.

