ações podem se recuperar com a alta dos preços do arroz?

As ações da Camil (CAML3) acumulam uma queda de cerca de 2% neste ano. Mas, com o preço do arroz se recuperando, os analistas esperam que os resultados da companhia melhorem nos próximos períodos – o que pode trazer algum fôlego para as ações.

O Bradesco BBI reiterou a recomendação de compra para a ação, com preço-alvo de R$ 8 no ano. O Itaú BBA, por sua vez, também reiterou compra, mas reduziu o preço-alvo de R$ 8 para R$ 7.

De acordo com o Bradesco BBI, os principais elementos da tese de investimento da companhia estão, agora, começando a se encaixar. Por esse motivo, os resultados do segundo trimestre não devem capturar muito dessa alta, mas o aumento já deve dar suporte a um desempenho melhor no segundo semestre deste ano e em 2027.

Os preços do arroz se recuperaram para R$ 82/saca, ante R$ 55 apenas sete meses atrás. Segundo os analistas, a melhora deve aumentar a alavancagem operacional da Camil, absorvendo as despesas fixas de vendas, gerais e administrativas (SG&A, na sigla em inglês).

Em um relatório anterior, o BBI havia destacado três fatores principais para a melhoria dos resultados da companhia. Em primeiro lugar, a recuperação nos preços do arroz, que tem sido vista agora.

Além disso, a expansão das margens decorrente da alavancagem operacional, um movimento que também tem iniciado. E, por fim, taxas de juros mais baixas no Brasil.

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Impacto da taxa de juros

Para o BBI, as taxas de juros mais baixas devem contribuir para a melhora dos resultados da companhia já neste ano.

Quando o banco iniciou a cobertura da empresa, a projeção para as taxas brasileiras para o final de 2026 estava em 11,75%, contra 13,75% atualmente. Conforme o relatório, a equipe macroeconômica do Bradesco agora espera que as taxas caiam para 11% até o final de 2027.

Uma queda mais lenta, combinada à alavancagem ainda elevada no primeiro trimestre, fez com que o Itaú BBA revisasse algumas projeções para a Camil.

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De acordo com o banco, esse ambiente deve continuar pesando sobre o desempenho do resultado final e sobre a geração de fluxo de caixa livre para o acionista no curto prazo.

Ainda assim, os analistas acreditam que a tese de investimento da companhia deve ficar mais ligada às expectativas do ciclo de juros, com a recente melhora nos preços do arroz oferecendo um vento a favor dos resultados.

Para a ação, mesmo com os fatores concretos de valorização, o BBA acredita que os investidores podem precisar de maior visibilidade sobre a desalavancagem e a normalização do fluxo de caixa antes de assumirem uma visão mais construtiva sobre a tese de investimento em ações.

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Prévia do 2T26

A Camil espera divulgar os resultados do 2º tri no dia 8 de outubro. Para a XP Investimentos, os resultados devem vir em linha com a sazonalidade do negocio.

Os analistas esperam que o crescimento sequencial de volume em todas as unidades de negócio continue, ainda sem os reflexos da recuperação de preços do arroz.

O BBI calcula uma receita líquida de R$ 2,8 bilhões no período, uma queda de 5% na comparação anual e uma alta de 6% na comparação trimestral. Os volumes devem vir em torno de 610 mil toneladas, -4% ao ano e +3% entre os trimestres.

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O banco espera um lucro líquido de R$ 18 milhões, com a alavancagem praticamente estável em 5,7x.



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