- setembro 22, 2026
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Os trabalhadores da Caixa Econômica Federal votaram contra proposta do banco, encampada pelo comando nacional de greve, e a paralisação nacional continua.
A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), ligada à Central Única dos Trabalhadores, orientou os sindicatos da categoria a fecharem o acordo nas assembleias realizadas entre 11h e 18h desta segunda-feira, mas não teve êxito.
A greve já dura 11 dias e afeta as operações do banco, como financiamentos habitacionais, segmento em que a Caixa é líder no mercado.
Já a negociação em relação ao reajuste salarial foi conduzida pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) com trabalhadores de todos os bancos. A convenção coletiva definiu aumento salaria de pelo índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), mais ganho real de 0,6%, totalizando 4,60%. Os benefícios também serão reajustados pelo mesmo índice.
Funcionários do BB também fizeram greve, mas a paralisação foi pontual e já encerrou. Os trabalhadores seguiram a orientação do comando de greve. Um dos avanços foi a antecipação do pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). A proposta da Caixa mantém inalteradas as regras da PLR.
Entre os pontos da proposta da Caixa rejeitada pelos trabalhadores estão o fim do limite de idade dos filhos para utilização das horas destinadas a acompanhamento familiar. O banco também propôs flexibilizar jornada e mobilidade de trabalho para empregados com deficiência.
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Apesar da Caixa ter proposto mudanças no plano de saúde, reduzindo o teto anual de coparticipação para R$ 4,7 mil e o valor do pronto-socorro para R$ 120, esse também continua sendo um dos principais pontos do impasse.

