- junho 25, 2026
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A equipe de análise do Bradesco BBI elevou a recomendação de Copasa (CSMG3) para outperform (desempenho acima da média do mercado, equivalente à compra), citando forte crescimento de lucro por ação (EPS), aumento de dividendos após a privatização e a entrada da Equatorial (EQTL3) como acionista relevante, segundo análise de Francisco Navarrete, João Fagundes e Matheus Caruso. O preço-alvo é de R$ 73 por ação ao fim de 2026.
A instituição avalia que a Copasa, agora sob influência da Equatorial após aquisição de 30% da companhia na privatização concluída em 11 de junho, deve se tornar um veículo atrativo para capturar crescimento de EPS estimado em CAGR de 13% entre 2026 e 2033, além de potencial de alta em dividendos impulsionado por cortes de custos operacionais e aceleração de investimentos para universalização do saneamento em Minas Gerais até 2033.
Por volta das 10h10, as ações da companhia de saneamento subiam 1,24%, a R$ 59,00.
O banco também mantém expectativa de redução de 40% nas despesas operacionais em quatro anos e de uma taxa de retorno regulatória (WACC) em queda gradual para cerca de 7,5% até 2037.
O relatório destaca ainda potencial de dividend yield elevado, com possibilidade de payout acima de 75% a partir de 2027, além de um pagamento extraordinário estimado em pelo menos R$ 2,1 bilhões no exercício de 2027, o que poderia elevar o retorno total para cerca de 14% no ano, considerando também fluxo recorrente.
Segundo os analistas, o movimento de entrada da Equatorial pode acelerar ganhos de eficiência e melhorar a alocação de capital, enquanto a empresa também se beneficia da integração de investimentos à base tarifária sob regulação baseada em retorno sobre ativos.
O BBI ainda vê potenciais fluxos adicionais de ETFs e fundos passivos como suporte às ações, estimando entradas relevantes após o aumento do free float pós-privatização, o que pode ampliar a demanda por CSMG3 no mercado.
Em termos setoriais, o banco mantém visão construtiva para o segmento de saneamento, comparando o estágio atual do setor ao de distribuição de energia há 10 a 15 anos, com espaço para consolidação, ganhos de eficiência e avanço da universalização dos serviços.

