- junho 25, 2026
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O bitcoin registrou queda na tarde desta quinta-feira, 25, recuando ao nível de US$ 58 mil apesar dos dados de inflação dos Estados Unidos praticamente em linha com o esperado. Pesaram nas cotações o sentimento de risco frágil e volátil das bolsas de Nova York e a aceleração nas saídas de capital de ETFs.
Por volta das 16h10 (em Brasília), o bitcoin recuava 0,5%, a US$ 59.268,22, enquanto o ethereum caía 0,5%, a US$ 1.569,29, de acordo com a plataforma Binance.
Durante a manhã, a moeda digital bateu mínima desde 2024, a US$ 58.121,67, ainda segundo a Binance, voltando a operar próximo de US$ 60 mil pouco tempo depois. Na avaliação da Glassnode, a movimentação recente do bitcoin se deve a realização de perdas e a fraca demanda institucional, com saídas de Exchange-Traded Funds (ETFs) ligadas à cripto.
As saídas líquidas dispararam para US$ 469 milhões na quarta-feira, ante US$ 113,8 milhões no dia anterior, enquanto liquidações no valor de US$ 660,5 milhões foram registradas nas últimas 24 horas, de acordo com dados da CoinGlass. Para a Glassnode, os preços do bitcoin devem operar com ímpeto limitado no curto prazo até recuperarem faixa entre US$ 66,8 mil e US$ 70,7 mil.
No cenário geopolítico, um ataque a embarcação no Estreito de Ormuz coloca em xeque o avanço das negociações entre EUA e Irã ao retomar preocupações sobre a liberdade de navegação na região.
O ambiente colocou em segundo plano dados americanos de inflação e Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA, que não alteraram perspectivas para alta dos juros pelo Federal Reserve (Fed) até o fim do ano. Para o Deutsche Bank, essas expectativas de política monetária também pesam contra a criptomoeda, levando em conta que, em um ambiente de taxas elevadas, o custo de oportunidade de manter um ativo que não gera rendimento aumenta. Assim, “o bitcoin passa a ser negociado como um ativo de risco sensível à liquidez, em vez de um porto seguro”.

