- julho 16, 2026
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Criminosos estão se aproveitando de brechas regulatórias para movimentar bilhões em recursos ilícitos por meio do setor de criptomoedas, afirmou nesta quinta-feira o Grupo de Ação Financeira (Gafi) em sua mais recente análise sobre o papel dos ativos virtuais no financiamento ilícito.
O relatório do Gafi, órgão intergovernamental com sede em Paris voltado ao combate à lavagem de dinheiro, aponta que os crimes com criptomoedas se tornaram mais complexos e interligados no último ano.
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Segundo o documento, reguladores, instituições financeiras e empresas do setor cripto enfrentam desafios persistentes e relevantes para detectar e impedir fluxos de lavagem de dinheiro oriundos de esquemas fraudulentos e redes de golpes de investimento.
O grupo afirmou que houve alguma melhora no número de países que seguem suas recomendações. Em abril de 2026, 51 das 149 jurisdições avaliadas estavam amplamente em conformidade com os padrões do Gafi para criptomoedas — pouco mais de um terço (34%), ante 29% no ano anterior.
Ainda assim, o relatório diz que persistem lacunas significativas na implementação de medidas concretas para reduzir crimes ligados ao mercado de criptoativos.
De acordo com o Gafi, o uso de stablecoins — criptomoedas atreladas a um ativo de referência, como o dólar — por agentes ilícitos avançou no último ano. Em alguns casos, redes criminosas chegaram a desenvolver suas próprias stablecoins, com mecanismos para resistir ao congelamento ou à apreensão por autoridades.
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