Citigroup planeja escritório no Báltico para aproveitar boom de gastos com defesa

(Bloomberg) — O Citigroup Inc. planeja abrir um escritório nos países bálticos para facilitar o financiamento relacionado à defesa na região.

O escritório, provavelmente na Lituânia, fará parte do negócio de “Hub Managed Countries” do Citigroup, que atende 65 países onde o banco não tem presença física, mas oferece serviços de banco institucional, disse Grant Carson, chefe global da divisão. Regras da União Europeia permitirão que o novo escritório atenda clientes em todo o bloco de 27 países, afirmou ele.

A iniciativa amplia a estratégia do Citigroup em mercados de fronteira, na qual a instituição usa um modelo com menor intensidade de ativos. No ano passado, o banco vendeu suas operações de varejo na vizinha Polônia, onde agora está focado em banco corporativo e de investimento.

O Citigroup buscará oportunidades em mercados, financiamento governamental, títulos soberanos, gestão de liquidez de bancos centrais e banking transacional na Lituânia, Letônia e Estônia, disse Carson.

As três nações do Mar Báltico, na fronteira leste da Otan, estão aumentando os gastos militares em resposta às ameaças russas e à guerra na Ucrânia. O plano ReArm da União Europeia pretende mobilizar € 800 bilhões (US$ 916 bilhões) em gastos com defesa até o fim da década.

“Os três países bálticos já estão gastando mais de 5% do PIB em defesa porque estão na fronteira leste da Otan”, disse Carson.

O Citigroup já atende países sob o modelo de hubs, incluindo Azerbaijão, Guiana e Iraque.

A Etiópia, onde um aeroporto planejado de US$ 12,5 bilhões pode transformar Adis Abeba em um polo aéreo ainda maior para a África, também faz parte da rede. O Citigroup, que já tem a Ethiopian Airlines como cliente, planeja disputar oportunidades de financiamento no projeto do Aeroporto de Bishoftu, disse Carson.

O banco sediado em Nova York também está entrando na Mongólia, uma nação asiática sem litoral que busca laços mais estreitos com os EUA. O apelo do país para o Citigroup está em sua riqueza em minerais críticos e nos esforços para construir parcerias além de seus vizinhos imediatos, disse Carson.

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“A Mongólia tem tamanho, substância e uma das maiores áreas de recursos naturais ainda não exploradas do mundo”, disse ele. “Eles estão observando contrapartes regionais que conseguiram se posicionar entre Ocidente, Rússia e China e jogar muito bem com os três.”

O Citigroup também está ampliando sua atuação em países em recuperação pós-conflito, incluindo Iraque, Afeganistão e Síria. O modelo de hubs permite ao banco agir rapidamente se as condições se deteriorarem, além de atuar como canal de financiamento quando a reconstrução está em andamento, disse Carson.

Com parceiros como o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional, o Citigroup “pode ajudar a estabelecer operações, facilitar o clearing em dólar e fornecer cartas de crédito para empreiteiros”, disse ele. “Se as condições se deteriorarem novamente, temos a capacidade de agir rapidamente porque não estamos no terreno com uma licença bancária local.”

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