- agosto 3, 2026
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O Congresso Nacional decidiu que só retomará as votações em 10 de agosto, uma semana depois do fim oficial do recesso parlamentar. A volta ocorrerá em formato de esforço concentrado, articulado pelos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para acelerar a análise de projetos considerados prioritários antes de a campanha eleitoral reduzir o ritmo das atividades legislativas.
A estratégia prevê sessões simultâneas nas duas Casas entre os dias 10 e 14 de agosto e, posteriormente, entre 31 de agosto e 3 de setembro. A ideia é concentrar as deliberações em um período curto, diante da expectativa de que deputados e senadores passem a dedicar a maior parte do tempo às campanhas nos estados.
Nesse cenário, o Palácio do Planalto pretende aproveitar a janela para recolocar em pauta uma das propostas com maior potencial de impacto eleitoral como a PEC que extingue a escala 6×1 e reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas.
A proposta está parada no Senado desde 28 de maio, quando foi aprovada pela Câmara dos Deputados.
Nos bastidores, integrantes do governo trabalham para convencer Davi Alcolumbre a acelerar a tramitação da matéria. A avaliação do Planalto é que a PEC dialoga diretamente com a pauta trabalhista adotada pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pode beneficiar cerca de 37 milhões de trabalhadores.
Além do impacto econômico, o texto é visto como uma das iniciativas de maior apelo junto ao eleitorado às vésperas das eleições.
Temas econômicos e de segurança
Também aguardam votação a proposta de emenda à Constituição que amplia a autonomia do Banco Central, o projeto que eleva o limite de faturamento do Microempreendedor Individual (MEI), a proposta que tipifica o crime de misoginia e a PEC da Segurança Pública.
A intenção de Hugo Motta e Davi Alcolumbre é sincronizar as votações para evitar que projetos aprovados em uma Casa fiquem parados na outra durante o período eleitoral.
Na prática, o calendário reduz ainda mais o tempo disponível para a aprovação de matérias relevantes em 2026.
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Com deputados e senadores envolvidos nas campanhas, o Congresso tende a funcionar em ritmo reduzido até outubro. Por isso, o esforço concentrado de agosto é tratado pelas lideranças como a principal oportunidade para destravar projetos considerados prioritários pelo governo e pelo Legislativo antes que a agenda eleitoral passe a dominar definitivamente os trabalhos parlamentares.

