- julho 13, 2026
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(Bloomberg) — As ações da Walt Disney Co (DISB34). vêm em queda há anos, mas o Wells Fargo Securities disse que há um movimento possível que poderia reverter essa tendência: abandonar o negócio de vídeo por streaming.
O banco estima que uma decisão como essa poderia adicionar cerca de 40% ao preço da ação, ao tornar a empresa mais focada em propriedade intelectual e experiências. Embora o streaming seja popular entre os consumidores — especialmente em comparação com a TV tradicional e os lançamentos no cinema —, o analista Steven Cahall afirmou que ele tem sido ruim para os acionistas.
As ações da Disney perderam quase metade do valor nos últimos cinco anos, enquanto o índice S&P 500 avançou mais de 70%. Cahall argumenta que o streaming é um dos principais culpados por esse desempenho fraco.
Ele disse que a Disney não está estruturada para competir com plataformas de alto volume como Netflix Inc. e YouTube, e que “ainda é uma questão em aberto se o ritmo de lançamentos da empresa é suficiente para controlar o churn e sustentar as margens no longo prazo”. O banco mantém recomendação overweight para o papel, mas reduziu o preço-alvo de US$ 146 para US$ 125. Na segunda-feira, as ações subiam cerca de 0,8%, para US$ 96,37.
Em vez de operar seu próprio serviço, Cahall defende que a companhia deveria se concentrar em licenciar sua valiosa biblioteca de propriedade intelectual, que inclui as animações da Disney, os filmes da Pixar e as franquias Marvel e Star Wars. O Wells Fargo avalia que esse portfólio está se tornando ainda mais valioso num momento em que outros serviços de streaming — incluindo Apple Inc., Amazon.com Inc., Netflix, YouTube, da Alphabet, e Paramount Skydance Corp. — devem disputar com intensidade os direitos de licenciamento dos títulos mais fortes.
Se a Disney estivesse “focada puramente em conteúdo, e não em distribuição”, poderia gerar mais de US$ 15 bilhões por ano em receita de licenciamento, estima o Wells Fargo. Isso representaria um crescimento forte em relação à receita de licenciamento obtida antes da virada estratégica para o streaming, em 2019.
“Não acreditamos que a bilheteria, a área de Experiences ou o valor da marca sofreriam se a biblioteca estivesse em uma plataforma global concorrente”, escreveu o banco.
A empresa divulgará seus resultados do terceiro trimestre no próximo mês.

