Dólar hoje fecha em alta de 0,44% e vai a R$ 5,22, com aversão a risco no exterior

O dólar fechou a terça-feira em alta contra o real, em dia de aversão ao risco no exterior diante de novas tensões no Oriente Médio e de cautela na véspera da publicação da ata da mais recente reunião de política monetária do Federal Reserve.

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Qual foi a cotação do dólar hoje?

O dólar à vista fechou em alta de 0,44%, aos R$ 5,2229 na venda.

Às 17h09, o contrato de dólar futuro para setembro – atualmente o mais negociado no Brasil – subia 0,26% na B3, aos R$ 5,2360.

Dólar comercial

  • Compra: R$ 5,221
  • Venda: R$ 5,222

O apetite ao risco segue limitado pelos patamares historicamente elevados diante das apreensões sobre gastos de um governo americano mergulhado no impasse sobre o conflito no Oriente Médio.

Enquanto isso, o dólar subiu ante o real, mas operou perto da estabilidade ante os principais pares, subindo levemente na comparação com o iene. O dia foi de agenda esvaziada para indicadores da economia americana, enquanto os desdobramentos no Oriente Médio tampouco ofereceram sinalizações de como o impasse atual poderá ser solucionado. Investidores aguardam sinalizações na quarta-feira da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano).

Por volta das 16h50 (de Brasília), o dólar subia a 159,62 ienes, enquanto o euro tinha queda a US$ 1,1580 e a libra recuava a US$ 1,3538. Já o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, marcou alta de 0,02%, a 99,657 pontos.

“Desde que os dados de emprego dos EUA registraram um número negativo na primeira sexta-feira de agosto – corroborados na semana seguinte por dados de inflação e vendas no varejo abaixo do esperado -, o dólar tornou-se mais sensível a indicadores econômicos mais fracos, o que arrefece as expectativas de uma postura mais agressiva do Fed para o restante do ano”, aponta o Swissquote. Essa dinâmica se inverte, naturalmente, quando a alta nos preços do petróleo ganha força, pondera.

Dados mostraram uma desaceleração inesperada no crescimento do PIB japonês, com queda nos investimentos corporativos no segundo trimestre, o que acabou revertendo a valorização do iene, aponta o banco. A moeda permanece em um patamar desconfortável para as autoridades japonesas, e reverter a desvalorização do iene de forma sustentável tornou-se uma prioridade para o Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês).

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“Mesmo que o BoJ esteja disposto a elevar os juros em um cenário de desaceleração do crescimento e dos investimentos -, apostar na valorização do iene ainda é uma operação arriscada: existe o risco de que um eventual governo de Sanae Takaichi mude de rumo e volte a pressionar o BoJ para manter as taxas o mais baixas possível, a fim de evitar um colapso econômico generalizado”, avalia.

(Com Reuters e Estadão Conteúdo)



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