- setembro 25, 2026
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A uma semana das eleições, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) passaram a mirar o mesmo objetivo, de concentrar votos nos dois polos e tentar encerrar a disputa presidencial ainda no primeiro turno.
Nenhum deles aparece hoje com mais de 50% dos votos válidos nas principais pesquisas. As campanhas, porém, avaliam que ainda há espaço para avançar sobre eleitores de candidaturas menores e intensificaram o apelo pelo voto útil.
No Datafolha divulgado nesta quinta-feira (24), Lula tem 40%, contra 36% de Flávio. Augusto Cury (Avante) aparece com 5%, Ronaldo Caiado (PSD), com 4%, Renan Santos (Missão), com 3%, e Romeu Zema (Novo), com 1%.
A campanha de Lula quer usar a vantagem no primeiro turno para defender a possibilidade de encerrar a eleição já na primeira etapa. A estratégia combina o pedido de voto útil com mobilização nos segmentos em que o presidente já é mais forte, como eleitores de baixa renda, mulheres e moradores do Nordeste.
O segundo turno apertado aumenta a pressão. No Datafolha, Lula tem 47% contra 45% de Flávio. Na Quaest, o senador aparece com 42% e o presidente, com 41%. Nos dois casos, há empate técnico.
Flávio mira candidatos da direita
Flávio parte de uma posição diferente. A campanha avalia que sua principal reserva está entre os eleitores de Cury, Caiado, Renan e Zema, candidaturas concentradas principalmente à direita e ao centro-direita.
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O PL intensificou nas redes o pedido para que eleitores antipetistas antecipem no primeiro turno um voto que poderiam dar ao senador apenas em uma eventual segunda rodada.
A possibilidade de vitória já na primeira votação também entrou no discurso de Flávio, embora integrantes da campanha reconheçam que o cenário exige uma migração expressiva de votos nos últimos dias.
Guerra pelo voto útil
O Datafolha mostra por que os candidatos menores viraram alvo. Eleitores de Lula e Flávio são mais convictos sobre sua escolha, enquanto há maior possibilidade de mudança entre apoiadores de Cury, Caiado e Renan.
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Diante disso, a reta final deve ser marcada pela tentativa dos dois líderes de desidratar o pelotão de trás e concentrar o chamado voto estratégico.
A conta ainda é difícil para os dois. Para vencer no primeiro turno, é preciso superar 50% dos votos válidos. Lula está mais próximo desse patamar, enquanto Flávio precisaria, além de absorver boa parte dos votos da direita, ultrapassar o presidente.
Ainda assim, a estratégia das duas campanhas é a mesma, para transformar a última semana em uma disputa para antecipar a escolha do segundo turno. Com as simulações de confronto direto praticamente empatadas, liquidar a eleição em 4 de outubro passou a ser uma aposta dos dois lados.
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