Embraer (EMBJ3) bate recorde, mas não entrega tudo o que os bancos esperavam; entenda

A ⁠Embraer (EMBJ3) entregou ⁠66 aeronaves no terceiro trimestre ‌de 2026, registrando o melhor desempenho para o ‌período na história da companhia. Apesar dos números terem ficado abaixo das estimativas em alguns segmentos, os bancos destacaram sinais positivos na evolução da produção e mantiveram suas recomendações para as ações.

O Bradesco BBI avaliou como misto o resultado das entregas da Embraer no terceiro trimestre de 2026, mas afirmou que os números não alteram sua visão positiva sobre a companhia. O banco manteve a recomendação Outperform (acima da média do mercado) e o preço-alvo de US$ 99 para o fim de 2026.

A Embraer entregou 22 aeronaves comerciais no trimestre, abaixo das 24 projetadas pelo BBI e das 23 esperadas pelo consenso. Na aviação executiva, foram 41 jatos, ante 46 estimados pelo banco e 45 pelo consenso. A companhia também entregou dois A-29 Super Tucano e um KC-390.

Apesar do volume abaixo das expectativas, o BBI destacou uma mudança positiva na dinâmica das entregas, que estão menos concentradas na segunda metade do ano. Segundo o banco, isso reduz o risco de a Embraer não cumprir sua projeção anual.

Por outro lado, o menor volume de entregas e a composição dos modelos vendidos podem pressionar as estimativas de receita. O BBI calcula um potencial impacto negativo de cerca de US$ 160 milhões, ou 7%, em sua projeção, e de aproximadamente US$ 120 milhões, ou 5%, em relação ao consenso, principalmente pela menor quantidade de jatos executivos entregues e por um mix de preços menos favorável na aviação comercial.

O impacto sobre as margens da aviação comercial ainda é incerto. O maior volume de aeronaves pode contribuir para diluir custos, mas o efeito final depende da composição dos clientes, informação que não foi divulgada.

Continua depois da publicidade

O banco também destacou a redução da sazonalidade das entregas. Na aviação comercial, a Embraer entregou no terceiro trimestre o equivalente a 27% do ponto médio de sua projeção anual, ante 26% no mesmo período de 2025 e uma média de 22% nos últimos quatro anos. Na aviação executiva, o desempenho trimestral foi mais fraco, mas o BBI considera que isso reflete o ritmo mais forte das entregas no primeiro semestre.

Nos nove primeiros meses de 2026, a Embraer já entregou 70% do ponto médio de sua projeção anual, acima dos 66% registrados no mesmo período de 2025 e da média de 60% dos últimos quatro anos.

Já o Santander avaliou como moderadamente positivas as entregas da Embraer no trimestre. Embora os números tenham ficado abaixo das estimativas do banco na aviação comercial e na aviação executiva, as entregas de Defesa e Segurança ficaram em linha com as projeções.

Continua depois da publicidade

Para o Santander, o resultado praticamente estável na comparação anual é um sinal positivo de que os esforços da Embraer para nivelar a produção ao longo do ano estão dando resultado. A avaliação é relevante porque uma distribuição mais equilibrada das entregas pode aumentar a previsibilidade da geração de fluxo de caixa livre (FCF) e reduzir a volatilidade dos resultados.

O banco também considera que, diante do ritmo recente de entregas, o guidance, projeção da própria companhia, para 2026 continua alcançável.

O Itaú BBA avaliou as entregas da Embraer no terceiro trimestre como levemente negativas. O resultado mais fraco na aviação executiva compensou a surpresa positiva na comercial e deve ter impacto neutro a levemente negativo no EBIT do trimestre.

Continua depois da publicidade

O banco também destacou que foi o melhor terceiro trimestre da história da Embraer, embora os números reduzam a chance de uma nova revisão positiva das projeções.

O Santander, JPMorgan e BBA mantiveram recomendação de compra, com preço-alvo de, respectivamente, US$ 106, US$ 104 e US$ 95.



Clique aqui e acesse a fonte da matéria