- outubro 15, 2026
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- Category: Notícias
A aprovação do fim da escala 6×1 no Senado provocou mais de um milhão de menções nas redes sociais entre terça-feira (13) e quarta-feira (14), com predominância de manifestações favoráveis à redução da jornada de trabalho. É o que mostra um levantamento da consultoria Bites. O estudo aponta que políticos de esquerda concentraram a maior parte das publicações de maior engajamento sobre o tema.
Apenas na quarta-feira, quando a proposta foi aprovada em dois turnos pelos senadores, foram registradas 577 mil citações. Foi o maior volume diário de menções à pauta neste ano, segundo o monitoramento.
A análise das mensagens, realizada com auxílio de inteligência artificial, identificou aproximadamente 81% de manifestações favoráveis ao fim da escala 6×1. As publicações contrárias representaram apenas 1,2%, enquanto outras 17,4% foram classificadas como neutras.
Os números indicam forte adesão à proposta entre os usuários e conteúdos monitorados, embora não representem necessariamente a opinião do conjunto dos eleitores brasileiros.
Esquerda concentra publicações de maior alcance
O predomínio de mensagens favoráveis também apareceu entre os conteúdos que mais mobilizaram usuários. Das 20 publicações com maior engajamento identificadas pela Bites, todas no Instagram, 15 defendiam a redução da jornada.
Nesse grupo, ganharam destaque postagens do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), da deputada Erika Hilton (PSOL-SP) e do deputado Marcelo Freixo (PT-RJ), além de veículos e páginas identificados com a esquerda.
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Outras quatro publicações, produzidas por veículos jornalísticos, foram classificadas como neutras.
A única manifestação contrária entre as 20 de maior engajamento partiu de Renan Santos, candidato à Presidência pelo partido Missão no primeiro turno. Na publicação, ele criticou os possíveis efeitos econômicos da redução da jornada.
O resultado mostra que, mesmo com a adesão de parlamentares da oposição, a repercussão digital de maior alcance ficou concentrada em perfis associados à esquerda, que vinha defendendo a proposta desde sua mobilização no Congresso.
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Flávio aderiu à proposta na véspera da votação
A repercussão ocorreu durante uma mudança de posicionamento do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula no segundo turno.
Depois de meses criticando a PEC e alertando para seus possíveis efeitos sobre o emprego, Flávio anunciou na terça-feira que votaria a favor da redução da jornada. O PL também liberou sua bancada para apoiar a medida.
O Senado aprovou a proposta no dia seguinte, com 75 votos favoráveis e apenas um contrário, do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS).
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A PEC 221/2019, apresentada pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), já havia sido aprovada pela Câmara em 27 de maio. O texto reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, garante dois dias de descanso remunerado e impede a redução dos salários.
A votação representou uma conquista legislativa para o governo Lula, que transformou a pauta em uma das prioridades da campanha de reeleição.
O levantamento da Bites indica que a aprovação também ampliou a presença do tema no debate digital, com maior destaque para lideranças governistas e parlamentares que participaram da articulação da proposta.
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O impacto eleitoral dessa repercussão ainda dependerá da capacidade das campanhas de alcançar eleitores fora de suas bases habituais.

