- julho 12, 2026
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Os futuros das bolsas de Nova York abriram em queda e viraram para leve alta na noite de domingo (12), após os EUA lançarem uma nova rodada de ataques contra o Irã, enquanto versões divergentes sobre a situação do Estreito de Hormuz ampliaram a incerteza nos mercados. O petróleo opera em alta.
Os contratos futuros do Dow Jones subiam 0,3%. Já os futuros do S&P 500 avançavam 0,4%, enquanto os do Nasdaq-100 tinham forte alta e avançavam mais de 0,3%. O petróleo Brent subiu 3% na abertura dos mercados, enquanto o dólar avançava frente à maioria das principais moedas globais.
O Exército dos EUA realizou ataques no domingo com o objetivo de enfraquecer ainda mais a capacidade do Irã de atingir embarcações civis que transitam pelo Estreito de Ormuz, segundo informações do Comando Central dos EUA (Centcom).
A ação mais recente ocorreu após ataques iranianos com drones e mísseis contra aliados dos EUA, incluindo Kuwait, Jordânia e Catar, em resposta a ofensivas americanas anteriores.
A incerteza também foi alimentada por informações conflitantes sobre o Estreito de Ormuz. O Irã afirmou ter fechado a passagem marítima, enquanto autoridades militares e marítimas dos EUA disseram que o tráfego de navios continua por sua rota sul.
“Os acontecimentos mais recentes do fim de semana sugerem que os mercados podem enfrentar uma abertura volátil, o que pode colocar à prova o otimismo que temos visto recentemente”, escreveu Nick Twidale, estrategista-chefe de mercados da AT Global Markets, em nota a clientes.
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Os investidores também se preparam para uma temporada de resultados corporativos considerada decisiva. Goldman Sachs Group Inc. e JPMorgan Chase & Co. divulgam seus balanços nesta semana, na terça-feira.
As empresas que compõem o S&P 500 devem registrar um salto de 24% nos lucros do segundo trimestre. Ainda assim, a recente valorização do índice tem dependido cada vez mais de ganhos fora do grupo das gigantes de tecnologia, que impulsionaram os mercados nos últimos anos.
Na Europa, estrategistas do Deutsche Bank projetam que as companhias do índice Stoxx 600 reportem crescimento de 12% nos lucros do segundo trimestre, após uma alta de 7% nos primeiros três meses do ano.
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Na Ásia, os lucros das empresas que integram o MSCI Asia Pacific devem avançar 39%, ante crescimento de 6,9% no trimestre anterior, segundo dados compilados pela Bloomberg.
Esse cenário, porém, vem sendo testado pela persistência da inflação, pelos preços mais elevados da energia e pelo aumento das expectativas de que o Federal Reserve (Fed) possa retomar as altas de juros, o que ameaça as margens corporativas.
Com as bolsas americanas e globais próximas de máximas históricas e avaliações consideradas elevadas, investidores enxergam pouco espaço para resultados abaixo das expectativas.
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O que esperar?
Nesta semana, a atenção estará voltada para os dados de inflação dos EUA. O maior avanço semanal do petróleo desde meados de maio reacendeu preocupações de que custos mais altos de energia possam dificultar ainda mais o processo de desaceleração inflacionária.
Os índices de preços ao consumidor e ao produtor — os últimos indicadores de inflação antes da reunião do Fed ainda neste mês — devem oferecer novos sinais sobre a trajetória dos juros.
Os operadores aumentaram as apostas em um aperto monetário adicional. Contratos de swap já precificam quase 40 pontos-base de altas de juros pelo Fed até dezembro, ante cerca de 15 pontos-base no início de junho.
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Economistas consultados pela Bloomberg esperam que tanto a inflação cheia quanto a inflação subjacente tenham desacelerado ligeiramente em junho, embora ambas devam permanecer muito acima da meta de 2% do banco central americano.
O presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, também fará sua primeira aparição no Congresso desde que assumiu o comando da instituição, após prometer reduzir o uso de orientações antecipadas (forward guidance) sobre as perspectivas para os juros.
*Com informações da Bloomberg e CNBC

