GPA (PCAR3) nega favorecimento a credores em plano de recuperação extrajudicial

O GPA (PCAR3) negou ter favorecido bancos e outros credores no plano de recuperação extrajudicial da companhia, incluindo o Itaú Unibanco (ITUB4). O posicionamento foi divulgado em comunicado enviado ao mercado na noite de sexta-feira (17), em resposta a questionamentos da B3.

A solicitação da bolsa ocorreu após reportagem do Valor Econômico informar que investidores e empresas haviam apresentado impugnações ao plano. Segundo a publicação, foram protocolados seis pedidos de contestação na Justiça de São Paulo.

Entre os pontos questionados estavam supostos conflitos de interesse envolvendo credores financeiros, especialmente o Itaú, além do prazo concedido pelo GPA para que os credores escolhessem a opção de pagamento e, ao mesmo tempo, apresentassem eventuais impugnações ao plano.

Em resposta, o GPA confirmou que os prazos para adesão às opções de pagamento e apresentação de impugnações foram encerrados em 13 de julho de 2026. A companhia destacou que o plano já havia sido apresentado com a adesão de credores responsáveis por 57,49% dos créditos sujeitos ao processo, percentual superior ao mínimo exigido pela legislação.

Entre os credores que aderiram inicialmente estão alguns dos maiores credores individuais da companhia, como Itaú Unibanco, Rabobank, BTG Pactual e HSBC.

Segundo o GPA, após o encerramento do período de adesão, cerca de 98% dos créditos sujeitos ao plano manifestaram validamente sua opção. Em estimativa preliminar, aproximadamente 88,4% dos credores escolheram a Opção A de pagamento, modalidade que prevê a contribuição de novos recursos para a companhia conforme os termos do acordo.



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