- outubro 17, 2026
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Victor Simões, empresário do Amazonas que morreu neste sábado em queda de avião que ele pilotava em Orlândia, interior de São Paulo, era herdeiro do Grupo Simões, um dos maiores conglomerados industriais da região Norte, com atuação nos ramos de bebidas, gases industriais, concessionárias de veículos e logística portuária. A empresa foi a responsável por levar a marca Coca-Cola para a região, ainda em 1970.
Victor era neto de Antônio Simões, o fundador do Grupo, e filho de Antônio Silva, presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam).
Um vídeo comemorativo dos 80 anos do grupo conta que o fundador Antônio começou a trabalhar aos 12 anos, num balcão de padaria em Manaus, e que seu primeiro empreendimento aconteceu em 1943, com sorveteria Moderna. Em 1957, ele começou a fabricação de massas e biscoitos na capital do Amazonas.
O grupo deu saltos nos anos 1970, a partir de uma sociedade que assumiu a franquia da Coca-Cola em Manaus, iniciando assim a distribuição da marca na região Norte. O grupo passou também a fabricar uma marca própria de guaraná, a Tuchaua, e construiu sua primeira fábrica da gás carbônico, usado na indústria de refrigerantes.

A expansão para o Pará começou em 1976 e, daí, veio a atuação do grupo em praticamente toda a região Norte.
Em 1994, o grupo passa a atuar no segmento de veículos, com a inauguração da Murano, concessionária da Fiat em Manaus. E em, 1999, entrou também na venda de veículos da Honda, com a inauguração da Shizen.
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Em 2022, o Grupo Simões fez uma fusão dos negócios de bebidas com a Solar Bebidas, ampliando ainda mais a fabricação e distribuição de produtos Coca-Cola.
Em 2023, iniciou as operações de logística portuária com o início da operação do Terminal Portuário de Novo Remanso (TPNR).
A morte de Victor Simões, que estava no interior de São Paulo para acompanhar uma competição de hipismo da filha. causou comoção no meio empresarial e político. Na rede X, Renato Junior, prefeito de Manaus, disse a notícia era “dolorosa”.
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“Um homem trabalhador, que acreditava em Manaus e há anos investia no crescimento da nossa cidade”, escreveu.
Na mesma rede, o senador Eduardo Braga disse lamentar “profundamente” a morte do empresário. “Não há palavras capazes de aliviar a dor de uma família pela perda de um filho”.
Rafael Furlanetti, diretor institucional da XP Inc., lembrou que recebeu de Victor um livro contando a história da família empreendedora. “O patriarca, Antônio de Andrade Simões, começou menino no balcão de uma padaria em Manaus, virou sócio dela e, em 1970, levou a primeira fábrica da Coca-Cola para o Norte do país. Acordei hoje com a notícia. Meus sentimentos à família. Que Deus o receba”, escreveu.
