- setembro 24, 2026
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O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) afirmou, nesta quinta-feira (24), que uma eventual derrota na disputa pelo governo de São Paulo não terá impacto direto sobre a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração foi dada durante sabatina promovida pelo jornal Metrópoles.
Ao veículo, o petista rejeitou a avaliação de que uma derrota para o atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ou mesmo uma definição da disputa ainda no primeiro turno enfraqueceria, necessariamente, o palanque eleitoral de Lula em São Paulo.
“Pode acabar no primeiro turno? Claro, só tem dois candidatos. Teria que estar muito colado para 1% fazer diferença, mas eu, resgatando aqui as eleições de 2006, 2010 e 2014, também acabaram no primeiro turno e não impediram a reeleição de Lula. Então, não tem esse automatismo”, justificou.
Ainda sobre a possibilidade de não haver segundo turno, o ex-ministro foi categórico ao afirmar que “segundo turno só existe quando existem mais de dois candidatos”. “Sei que existe uma ansiedade da extrema direita de querer vender essa tese. Mas a eleição aqui só tem dois candidatos”, reforçou.
A última pesquisa Quaest, divulgada na quarta-feira (23), mostrou Tarcísio de Freitas com 44% das intenções de voto no primeiro turno, seguido por Haddad, com 27%.
Ao voltar ao tema, Haddad reiterou que a existência de segundo turno depende da presença de mais de dois candidatos competitivos na disputa e minimizou as interpretações de que um resultado definido já na primeira votação teria reflexos automáticos sobre a corrida presidencial.
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