- outubro 15, 2026
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A aprovação do fim da escala 6×1 pelo Senado, na quarta-feira (14), foi tratada pela imprensa internacional como uma vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a 11 dias do segundo turno.
Agências e jornais estrangeiros também registraram o voto favorável de Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula na disputa, que se opunha à proposta até o início da campanha. Flávio, porém, já indicou que, caso eleito, pode reverter a mudança.
A agência Reuters classificou o resultado como uma conquista legislativa importante para Lula e apontou o apoio de parlamentares de diferentes campos políticos. Segundo a agência, Flávio e o PL sustentaram por meses que a medida tinha sido desenhada para favorecer a reeleição do presidente.
A agência Associated Press (AP) relatou que Flávio votou de forma remota enquanto fazia campanha no Sul do país. De acordo com analistas ouvidos pela agência, aliados do senador deixaram de travar a proposta para evitar que ele sofresse desgaste na disputa apertada.
Ainda segundo a AP, o prazo de transição será o principal ponto de impasse nas negociações, já que empresários e parte dos parlamentares queriam a implementação gradual em dez anos. O texto aprovado dá 14 meses às empresas.
A cobertura foi semelhante na Europa. O britânico The Guardian associou a mudança de posição de Flávio ao apoio popular à reforma, enquanto o francês Le Monde contextualizou a vitória do petista no Congresso em meio ao segundo turno das eleições presidenciais no Brasil, marcado para o próximo dia 25 de outubro. A Deutsche Welle (DW), por sua vez, disse que a redução da jornada pode dar impulso a Lula na disputa eleitoral.
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A proposta aprovada ontem passou por dois turnos com o mesmo placar, 75 votos a 1. Como os senadores mantiveram o texto aprovado pela Câmara em maio, a emenda segue direto para promulgação, sem sanção presidencial.
Nos próximos meses, o calendário será o seguinte: a jornada máxima cairá de 44 para 42 horas semanais 60 dias após a promulgação, enquanto a redução até 40 horas acontecerá um ano depois. Nos dois cenários, o novo texto constitucional determina que não haja redução de salário.

