- junho 7, 2026
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O Irã lançou neste domingo (7) mísseis balísticos contra Israel pela primeira vez desde que o cessar-fogo entrou em vigor em 8 de abril, agravando o impasse diplomático e elevando o risco de ruptura definitiva da trégua no Oriente Médio. Dois mísseis balísticos foram interceptados pela defesa aérea israelense, sem registros imediatos de feridos ou danos.
A TV estatal iraniana confirmou o lançamento dos projéteis. As forças armadas israelenses informaram que trabalhavam para interceptar os mísseis e alertaram que “a defesa não é hermética”, enquanto sirenes soavam em diversas áreas do país.
O ataque iraniano é resultado de uma cadeia de escaladas ao longo do domingo. O Exército israelense realizou ataques contra alvos militares do Hezbollah nos subúrbios sul de Beirute, afirmando que a ofensiva era uma retaliação a disparos do grupo xiita contra o norte de Israel. O Hezbollah não assumiu imediatamente a responsabilidade pelos disparos. O ataque em um prédio residencial deixou dois mortos e 20 feridos, segundo o Ministério da Saúde do Líbano.
O Irã havia alertado que uma ofensiva em Beirute poderia reacender a guerra em escala plena. O chefe negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento, advertiu neste domingo que o ataque israelense ao sul de Beirute e o bloqueio naval americano aos portos iranianos provocariam retaliação.
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O episódio aprofunda uma crise diplomática que já vinha se deteriorando. Em 1º de junho, o Irã havia suspendido as negociações mediadas pelo Paquistão, exigindo o fim dos bombardeios israelenses no Líbano como condição para retomá-las. Neste domingo, ainda antes do lançamento dos mísseis, o presidente Donald Trump afirmou nas redes sociais que as conversas avançavam em “ritmo acelerado”, sem que Teerã confirmasse a retomada dos diálogos.
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O contexto imediato ao conflito desta tarde já era tenso. No sábado (6), o Irã acusou os EUA de violar o cessar-fogo depois que as forças americanas derrubaram seis drones iranianos de ataque dirigidos ao Estreito de Ormuz, e Washington retaliou com ataques a radares de vigilância costeira iranianos em Goruk e na ilha de Qeshm.
O Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, permanece efetivamente fechado desde o início do conflito. A reabertura da passagem é uma das principais exigências americanas nas negociações, ao lado do desmantelamento do programa nuclear iraniano.
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(com Wall Street Journal)

