Lituânia quer retirar da Constituição veto a armas nucleares

O presidente da Lituânia, Gitanas Nausėda, afirmou nesta quinta-feira (2) que os partidos com representação no Parlamento chegaram a um acordo para retirar da Constituição a cláusula que proíbe o armazenamento de armas nucleares em território lituano, segundo informações da agência Reuters.

De acordo com o presidente, a mudança é motivada pela piora do cenário de segurança na Europa. “A situação geopolítica está se deteriorando. Nossa Constituição foi escrita quando as circunstâncias geopolíticas eram completamente diferentes”, declarou Nausėda.

O presidente ressaltou que não há planos imediatos para instalar armas nucleares no país. Ainda assim, afirmou que a retirada da proibição constitucional garantiria que a Lituânia não fique limitada caso o contexto de segurança mude no futuro.

A proposta surge em meio ao aumento das tensões entre a Otan e a Rússia, intensificadas pela guerra na Ucrânia, e reflete os esforços dos países do leste europeu para reforçar suas capacidades de defesa.

Com a iniciativa, a Lituânia se aproxima de movimentos recentes na região. A Finlândia, também integrante da Otan, revogou na quarta-feira (1º) uma proibição semelhante, em vigor desde 1987. Já a Polônia manifestou interesse em receber armas nucleares dos Estados Unidos em seu território, em resposta ao que considera uma ameaça crescente após a decisão da Rússia de posicionar ogivas táticas em Belarus, aliada de Moscou.



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