Marina e Tebet têm 12% e André do Prado, 10%, na disputa ao Senado por SP

A disputa pelas duas vagas de São Paulo no Senado começa a campanha oficial sem um candidato isolado na liderança. Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) aparecem com 12% das intenções de voto cada, enquanto André do Prado (PL) registra 10%, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (21).

Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, os três estão tecnicamente empatados.

Na sequência aparecem Guilherme Derrite (PP), com 7%, e Ricardo Salles (Novo), com 6%. Geraldo Rufino (Podemos) marca 4%, enquanto Soninha Francine (Cidadania) e Dra. Eliana Ferreira (PSTU) têm 3% cada.

Maíra de Souza (UP) registra 2%. William Teixeira (Agir), Petter Maahs (PCB) e Ednelson Cesaretti (PCO) aparecem com 1%. Weller Gonçalves (PSTU) não pontuou.

O levantamento mostra ainda um eleitorado pouco definido neste início de campanha. Brancos, nulos ou entrevistados que dizem não votar em nenhum dos candidatos somam 21%. Outros 14% ainda não sabem em quem votar.

Disputa reúne duas chapas estaduais

Marina e Tebet integram o campo político de Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo, e apoiam Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial.

Do outro lado, André do Prado e Derrite estão vinculados à chapa do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição e aliado de Flávio Bolsonaro (PL) na corrida ao Planalto.

A configuração ganha importância porque, em 2026, São Paulo escolherá dois senadores. Cada eleitor poderá votar em dois nomes diferentes, e as duas maiores votações garantirão mandatos de oito anos.

Espontânea mostra cenário ainda mais aberto

Quando o Datafolha não apresenta uma lista de candidatos, 79% dos entrevistados não conseguem apontar espontaneamente um nome para o Senado.

Continua depois da publicidade

Simone Tebet é a mais lembrada nesse formato, com 3%. Marina Silva e Guilherme Derrite têm 2% cada. André do Prado registra 1%, mesmo percentual de eleitores que responderam genericamente “PT” ou “candidato do PT”.

O resultado reforça o baixo grau de definição da corrida neste momento, sobretudo porque o eleitor terá de escolher dois candidatos para o cargo.

O instituto ouviu 1.610 eleitores em 65 municípios paulistas entre 18 e 19 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo e está registrado na Justiça Eleitoral sob os números SP-01806/2026 e BR-07185/2026.

Continua depois da publicidade



Clique aqui e acesse a fonte da matéria