- agosto 15, 2026
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As forças de segurança de Marrocos impediram neste sábado (15) a aproximação de centenas de migrantes à fronteira com Ceuta, interceptando 111 pessoas e detendo 61 por incitação à migração irregular, segundo as agências EFE e a Europa Press. A movimentação ocorreu após novos apelos em redes sociais para uma entrada em massa no enclave espanhol.
De acordo com a imprensa ibérica, as intercepções ocorreram em área montanhosa próxima de Fnideq, a cerca de três quilômetros da passagem de El Tarajal, por volta das 6h (no horário local).
As forças marroquinas usaram gás lacrimogêneo para dispersar os grupos e cercaram os migrantes antes de colocá-los à força em ônibus. Parte deles foi transportada para outras regiões do país, como Uarzazate, no sul.
Um helicóptero acompanhou a operação, enquanto a Marinha Real posicionou seis barcos semi-rígidos e milhares de agentes das Forças Auxiliares patrulharam o perímetro fronteiriço.
Autoridades marroquinas também ordenaram que repórteres deixassem Fnideq durante a ação policial. Correspondentes da EFE e da TVE foram instruídos a sair imediatamente, sem explicações.
O principal representante local do Ministério do Interior, Youssef Hajji, disse ao correspondente da EFE que estava “cumprindo ordens” e alertou que credenciais e equipamentos poderiam ser confiscados caso não atendessem à determinação.
Espanha reforça vigilância
Do lado espanhol, a fronteira permanece sob um dispositivo de segurança excepcional, com reforço de Polícia Nacional, Guarda Civil e militares na região de El Tarajal. Em Melilla, não houve incidentes nas últimas horas, mas a presença policial foi ampliada.

O governo espanhol afirmou que os episódios deste sábado não se comparam ao pico do fim de julho. Nas últimas 24 horas, 322 migrantes receberam assistência médica em Ceuta, dos quais 211 foram atendidos no Hospital Universitário, e 32 permanecem internados, de acordo com dados citados pela EFE.
No final de julho, cerca de 80 mil pessoas entraram irregularmente em Ceuta a partir de Marrocos. Embora a maioria tenha retornado, estimativas variam e apontam que milhares seguem na cidade. Autoridades locais mencionam cerca de 5 mil em situação irregular, enquanto o El País calcula entre 7 mil e 9 mil.
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Para lidar com a sobrecarga, o Ministério espanhol de Inclusão, Segurança Social e Migrações prepara a abertura de centros temporários com capacidade próxima de mil vagas já na próxima semana.

