“Pequenos fracassos foram os maiores aprendizados”, diz João Fonseca

João Fonseca não é mais só uma promessa. Aos 19 anos e ocupando a 28ª posição do ranking da ATP, o tenista brasileiro participou de um painel no 3º dia da Expert XP 2026 e revelou como a mudança na forma de se enxergar foi essencial para sua evolução.

Mas, segundo o atleta, seu verdadeiro momento de crescimento aconteceu quando as coisas não saíram como o esperado.

“Os pequenos fracassos foram os maiores aprendizados para me tornar melhor como atleta e também como pessoa”, afirma Fonseca. Para o tenista, há ainda uma longa lista de feitos a ser alcançados, mas estar diante de campeões como Novak Djokovic e Jannik Sinner, como aconteceu neste ano, foi essencial para a mudança de mentalidade.

“Eu me via presente ali, me via competindo com aqueles caras. Não de forma técnica, mas de forma mental e física também. Então eu acho que foi nesse momento que eu fiz minha transição”, diz.

A trajetória do atleta passa por uma infância cheia de diversas modalidades esportivas, como surfe, futebol, tênis e vôlei. Mesmo assim, até os 15 anos, já competindo no tênis há alguns anos, João não sentia que se destacava, ainda que já quisesse ser profissional.

“E aí as coisas foram acontecendo muito rápido após isso e ali com 16, 17, foi onde eu fui crescendo bastante”, diz.

Mesmo sabendo que tinha talento, o atleta reconhece que foi necessário uni-lo com esforço e dedicação. Fonseca também considera que ter passado por experiências de competição desde muito cedo ajudou para que aprendizados fossem assimilados mais rapidamente.

“O meu maior sonho é ser o número um do mundo e ganhar um Grand Slam. Pode parecer pequena a distância, mas realmente é bem longa, e bem árdua também”, diz.

Enfrentando os maiores do mundo

João Fonseca disse que a pressão de enfrentar os maiores do mundo funciona como combustível. E, para alguns atletas, como Djokovic, a janela para embates parecia estreita. Por isso, o atleta buscava garantir que poderia encará-lo.

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“Essas experiências de competir com esses caras é diferente. Você aprende muito. Eu tive a oportunidade esse ano de jogar contra os quatro melhores do mundo, quase seguido”, diz.

A preparação, especialmente mental, que foi construída após jogos com os atletas melhor posicionados no ranking da ATP, foi um dos fatores que permitiu a vitória contra Djokovic, considerado o melhor tenista de todos os tempos por número de Grand Slams, em Roland Garros.

“Eu entrei na partida de uma forma que eu estava lá só para curtir”, diz. O resultado positivo veio mesmo após os primeiros dois sets perdidos. “Eu nem fui pensando no final, eu só fui mantendo o foco, curtindo e acreditando”, afirma, ressaltando que demorou um tempo para acreditar de fato — o que só aconteceu após a vitória do 3º set.

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Vencer o jogador com mais títulos de Grand Slams na história do tênis foi um divisor de águas para o atleta, que passou a acreditar mais em seu potencial e aumentou a confiança em si mesmo.

Brasil no topo

Além de atingir o primeiro lugar no ranking da ATP e vencer Grand Slams, o grande objetivo do atleta é colocar a bandeira do Brasil no topo através do esporte. João diz considerar uma “honra imensa” representar o país.

“Eu amo levantar essa bandeira. Sempre fui bem patriota nesse aspecto. Quero ver o Brasil no topo novamente, da minha maneira, com o meu esporte, da forma que eu consigo. E espero que um dia eu consiga fazer história como Ayrton Senna, Pelé e Ronaldinho fizeram”, afirma.

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