- agosto 21, 2026
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O ex-ministro da Fazenda e candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou que, se eleito, irá criar um banco estadual “aos moldes do BNDES” para fomentar a reindustrialização do estado.
A declaração ocorreu nesta sexta-feira (21), durante agenda em Mauá, enquanto visitava a fábrica da Polimetri Indústria Metalúrgica.
“Vou transformar o Desenvolve São Paulo em um banco, quero ter um banco de desenvolvimento em São Paulo que atue na reindustrialização do estado. Eu não estou falando de um banco comercial. É um banco que vai financiar a reindustrialização de São Paulo, nos Moldes do BNDES, porque o mote é o fim da guerra fiscal”, defendeu.
O ex-ministro destacou que o estado vai virar, com a Reforma Tributária, “o hub mais importante do país de novo”. Haddad também afirmou que a reforma aprovada pelo governo do presidente Luiz Inácio da Silva (PT) foi uma das coisas mais importantes para o estado, e criticou Flávio Bolsonaro (PL) por defender uma revisão da lei tributária.
“Estou vendo o Flávio Bolsonaro criticar a Reforma Tributária, enquanto o Tarcísio timidamente defende. É a melhor coisa que poderia ter sido feita por São Paulo”, reforçou.
Na quinta-feira (20), o atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que o estado é beneficiado pela reforma proposta por Lula, sem entrar em detalhes ou comentar o ponto opositor ao defendido pelo seu aliado, Flávio.
“São Paulo, foi favorável à reforma. É uma postura diferente que o Estado teve em outras oportunidades. Diferente do que o (Geraldo) Alckmin teve quando foi governador, diferente do que o (José) Serra teve quando foi governador”, afirmou Tarcísio. “Fizemos conta e o que vai ser é o seguinte, São Paulo é beneficiado com a reforma tributária. Além disso, existe uma demanda do mercado, é uma demanda antiga, por simplificação”, emendou durante sabatina promovida pela rádio CBN e os jornais O Globo e Valor Econômico.
Tarcísio também aproveitou a ocasião para comentar não considerar que há excesso de isenções fiscais no Estado, crítica é recorrentemente feita por Haddad.
“Quando a gente fez a primeira jornada de revisar os benefícios você tinha um gasto tributário que era 35% da receita corrente líquida e isso cai para 31%, 30%”, concluiu Tarcísio.
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