- julho 23, 2026
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O candidato à Presidência da República pelo partido Missão, Renan Santos, criticou o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) após ele ter recebido o Green Card do governo dos Estados Unidos. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está em território americano desde fevereiro do ano passado e foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por atuar pela imposição de sanções às autoridades brasileiras na tentativa de intimidar a Corte às vésperas do julgamento que culminou na condenação do pai.
A declaração de Renan foi concedida a jornalistas durante agenda em Cuiabá (MT), no início desta semana, e divulgada por ele nas redes sociais nesta quarta-feira. Na ocasião, ao ser questionado sobre o Green Card, ele definiu Eduardo “vassalo” do presidente Donald Trump, e ironizou a atuação do ex-deputado nos Estados Unidos.
— Ele é um vassalo do Trump, então, nada melhor, né? Agora, talvez, ele arrume um emprego, sei lá, de faxineiro da Casa Branca — afirmou o candidato.
Renan antecipou as convenções do Missão — antes prevista para o dia 1 ° de agosto — para a última segunda-feira, dia 20, e, com isso, foi homologado pela sigla como candidato ao Planalto. O motivo da decisão, segundo ele, foram as ameaças que alega estar recebendo de facções criminosas.
Green Card
O Green Card concedido pelos EUA permite que Eduardo passe a viver no território por tempo indeterminado, sem necessidade de autorizações especiais para trabalhar ou estudar, por exemplo. O visto de residência permanente é um documento que se outorga aos imigrantes autorizados a estarem indefinidamente.
A concessão ocorre em meio a tensão entre Brasil e Estados Unidos diante das novas tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos sobre uma série de produtos brasileiros, que passaram a valer nesta semana.
O STF impôs uma pena de quatro anos e dois meses de prisão a Eduardo, em regime inicial semi-aberto, assim como uma multa de 100 salários-mínimos. O colegiado ainda determinou a inelegibilidade imediata do ex-deputado por 8 anos, a partir da data do fim da pena.
Além de Renan, outro nome ao Planalto que criticou Eduardo foi o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD). Ele afirmou que “quem precisa” do visto permanente dos Estados Unidos “é o produtor brasileiro para entrar no mercado americano” e também chamou o ex-deputado de “pateta”.
“A diferença é que o Pateta da Disney é atrapalhado, mas bem-intencionado e inofensivo. Já o da política brasileira tropeça nos Estados Unidos, e a queda pode custar caro ao Brasil, atingindo a indústria, as exportações e os empregos!”, escreveu o presidenciável, em uma publicação nas redes sociais.
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